domingo, 17 de abril de 2011

Empreendedorismo social marca presença na maior feira de inclusão do país

CAROLINE PELLEGRINO
DE SÃO PAULO

(Do site Empreendedor Social da Folha.com)

Projetos com foco na qualidade de vida das pessoas com deficiência e na ampliação do debate sobre o assunto são os destaques da Reatech (Feira Internacional de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade), que acontece no Centro de Exposições Imigrantes, até este domingo (17).

Entre as iniciativas apresentadas estão as das finalistas do Prêmio Empreendedor Social Cláudia Cotes, da ONG Vez da Voz, e Erika Foureaux, do Instituto Noisinho da Silva

Leia mais sobre a feira aqui.

(Foto: Silvia Zamboni/Folhapress)

Erika Foureaux, da ONG Noisinho da Silva, participa da Reatech 2011 em São Paulo.
Grande parte dos projetos está focada na inclusão social _como o do cientista da computação Gustavo de Castro Pimenta, 34, fundador do Instituto Open Door, que oferece aulas de inglês, espanhol e informática, gratuitamente, para pessoas com deficiência física e mental.

Pimenta teve paralisia cerebral, mas a dificuldade não o impediu de aprender e transmitir conhecimento para as pessoas, com as mesmas necessidades.

"Temos 80 alunos e muitos estão empregados. Capacitar é importante para a inclusão profissional", diz Pimenta.

Assim como Pimenta, Selma Gonçalves, 37, presidente da Fundação Selma, fez de sua história energia para melhorar a vida de outros. Aos 17 anos, Selma sofreu um acidente automobilístico e perdeu movimentos dos membros inferiores.

A instituição, sem fins lucrativos, oferece aulas de teatro, reabilitação física e hidroterapia, entre outras atividades. Apesar dos benefícios, a fundação que atende cerca de 1.000 pacientes, por mês, está com a capacidade sobrecarregada e deixa de realizar outros atendimentos, por falta de espaço e incentivos.

DOWN

Em todas as edições, a Reatech apoia uma causa em especial e, neste ano, a síndrome de Down ganhou destaque, com a apresentação da campanha "Ser Diferente é Normal", feita pelo Instituto Meta Social em parceria com a 3IN.

"O objetivo é apresentar pessoas reais com a síndrome, em performances criativas para convidar toda a população a se informar. Ainda tem muito a ser feito, mas a informação já está melhor", explica Helena Werneck, fundadora do instituto que oferece inclusão pelo esporte e campanhas de comunicação, há 17 anos. Helena é mãe da estudante Paula Werneck, 23, que protagoniza a campanha, tocando bateria.

A FEIRA

O público estimado para a décima edição do evento, com mais de 250 expositores, é de mais de 45 mil pessoas. Considerada uma das maiores feiras do mundo neste setor, a Reatech reúne ONGs, empresas que oferecem capacitação profissional, instituições que possuem vagas, além do lançamento de produtos e veículos adaptáveis. Em 2012, a Reatech pretende levar o modelo para Milão e, posteriormente, também para a China, a Índia e a Rússia.

No Brasil, aproximadamente 15% da população possui algum tipo de deficiência e cerca de 500 adquirem deficiências, todos os dias. O setor de produtos e serviços movimenta R$ 1,5 bilhão no país.

"A Reatech serve para mostrar à sociedade a importância do debate, a população está cada vez mais atenta ao assunto", diz o presidente do Grupo Cipa, organizador do evento, José Roberto Sevieri.

Mais informações:

www.reatech.tmp.br (sábado e domingo, das 10h às 19h, visitação gratuita)

www.opendoor.org.br

www.apraespi.org.br

www.fund-selma.org.br

www.metasocial.org.br

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