quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Artigo


Previsões para o comércio global em 2010, no Brasil, EUA e Índia

Por Caroline Pellegrino

O cenário positivo, neste ano, é uma realidade para a maioria das economias capitalistas. Essa é a expectativa de grande parte dos analistas. Espera-se que o crescimento mundial seja de 3%. Valor acima do decréscimo de 0,8% registrado em 2009. A demanda doméstica, a demanda externa e a taxa de câmbio são os principais fatores que interferem na balança comercial desses países.

No Brasil, é estimado um crescimento de 5%, em 2010, devido principalmente ao aumento da demanda doméstica e à atração por investimentos estrangeiros. A descoberta do pré-sal e o anúncio da sede da Olimpíada de 2016, entre outros fatores como o grande potencial consumidor, tornam o país cada vez mais atrativo. Fatos que contribuem para que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seja a mais valorizada do mundo.

“O crescimento da economia brasileira é baseado no consumo das famílias e nos investimentos. Pode haver alguma volatilidade nos mercados financeiros, ano que vem, diante da eleição presidencial, com polarização entre Dilma e Serra. Mas ainda assim, esta volatilidade deve ser bem mais branda que a observada em 2002, sem maiores danos para a economia”, afirma a economista Alessandra Ribeiro, da Tendência Consultoria Integrada.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a meta é de elevar as exportações para R$ 210 bilhões, no próximo ano. Entre os incentivos do governo, estão a simplificação e desburocratização dos procedimentos para a exportações, agregação de valor e diversificação de produtos nacionais e a criação de uma logística integrada.

Já nos EUA, em 2009, a balança comercial apresentou um déficit menor do que o registrado no ano anterior. O déficit de US$ 303 milhões, mediante ao decréscimo de US$ 610 milhões em 2008 demonstra a tímida recuperação econômica daquele país. E para 2010, a expectativa de mercado é que fique em cerca de 3%, o mesmo de 2009.

O Usda (United States department of Agriculture) prevê melhora para o setor com a retomada da economia mundial. O país espera saldo positivo de US$ 20,5 bilhões no próximo ano. Os destaques nas exportações norte-americanas ficam para US$ 26,2 bilhões em grãos, US$ 19,9 bilhões no setor de carnes e US$ 21,5 bilhões em hortifrutis.
Os dados do Usda indicam também que as importações crescem mais do que as exportações. No ano que vem, as vendas externas norte-americanas devem render US$ 98 bilhões, 1,4% a mais do que as deste ano. E as importações crescem 5,6%, para US$ 77,5 bilhões, de acordo com o Departamento de Agricultura.Nas negociações entre Brasil e EUA, a balança comercial norte-americana apresenta superávit de US$ 4,025 milhões, já com a Índia, os números revelam déficit do comércio entre os dois paises de US$ 3 milhões, de acordo com o censo estadunidense.

A economia indiana é terceira maior da Ásia, fica atrás somente da Coréia do Sul e de Taiwan e vem apresentando crescimento maior do que o esperado pelos analistas. Só no terceiro trimestre de 2009, o país cresceu 7,9% em relação ao mesmo período em 2008.

A robusta demanda interna por commodities, o potencial de consumo e produção tecnológica do país são os principais fatores responsáveis pela ampliação do mercado. De acordo com a DGCI & S ( Directorate General of Commercial Intelligence & Statistic), órgão indiano de estatística, em 2010, o crescimento global da Índia deve atingir 2% e em 2011 crescerá para 3,2%.